Celso

5 de junho de 2015

Academia Brasileira de Ciências, ao lado do deputado Pansera, luta para buscar soluções à crise hídrica do país

Um encontro do deputado federal Celso Pansera com o presidente Academia Brasileira de Ciências (ABC), Jacob Palis, no dia 25 de maio, permitiu um importante reforço aos trabalhos desempenhados pela Comissão Especial de Crise Hídrica do Brasil. À ocasião, o documento denominado “Carta de São Paulo”, que pode ser acessado neste link, foi apresentado ao parlamentar, que preside a comissão.

Trata-se de um encontro realizado pela ABC e Academia de Ciências do Estado de São Paulo, no Instituto de Botânica da Secretaria do Meio Ambiente (SP), no qual 15 cientistas brasileiros de áreas como Engenharia, Ecologia e Climatologia reuniram-se para discutir soluções e alternativas à crise hídrica no Sudeste do Brasil.

No estudo apresentado pelas instituições, foram considerados também aspectos relevantes à conservação e ao uso sustentável, tais como: biodiversidade, governança e importância dos serviços ambientais prestados pelos ecossistemas. O deputado Pansera considera o diagnóstico da ABC importante à comissão da Câmara, já que evidencia as ameaças à segurança hídrica.

– De fato, assim como mostra a pesquisa, a escassez hídrica já está sendo prejudicial à economia nas regiões mais afetadas. Então, nosso papel na comissão e, junto à ABC, é tentar minimizar esse impacto, atuando para que medidas urgentes sejam tomadas antes que os prejuízos sejam ainda maiores – observa o deputado Pansera.

Para se ter uma ideia, segundo o estudo, há indícios de uma mudança climática em curso, que poderá ocasionar eventos climáticos cada vez mais extremos, principalmente na Região Metropolitana de São Paulo, no interior de Minas Gerais e do Estado do Rio de Janeiro.

Na análise, os dados mostram que os sistemas produtores de água não têm capacidade suficiente para garantir as vazões necessárias ao atendimento da demanda atual e projetada, em especial de abastecimento público.

O trecho explica: “Os sistemas de abastecimento foram projetados para dar garantia de 95% no suprimento de água. Esta garantia mostrou-se frágil face à severidade dos recentes eventos extremos de seca, indicando a necessidade de melhoria da segurança hídrica, especialmente em face de situações climáticas desfavoráveis. Em médio e longo prazo esta situação se complica ainda mais, uma vez que as demandas tendem ainda a crescer. É evidente a necessidade de obras para aumentar a capacidade de reservação e distribuição dos sistemas, obras estas que levarão um tempo considerável para serem concluídas. Este risco aumentado de escassez hídrica já está afetando a saúde pública, as economias local e regional, a produção de energia e de alimentos, a segurança coletiva das populações urbanas e rurais, ampliando de modo significativo a vulnerabilidade destas populações, os conflitos pelo uso da água e, portanto, o risco socioeconômico. Os impactos já identificados na produção de alimentos podem ter reflexo direto na economia brasileira, e é fundamental que haja uma reflexão sobre a mudança do modelo produtivo”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *