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12 de fevereiro de 2017

Avanço: Fosfoetanolamina começa a ser produzida como suplemento alimentar

Polêmica. Quando se trata da questão da Fosfoetanolamina, o senso comum aponta novos caminhos a cada momento. Conhecidamente como “pílula do câncer”, a substância abriu mais um capítulo em meio ao debate. No sábado, dia 11, a Folha de São Paulo noticiou a produção do composto como suplemento alimentar.

Na matéria link, a referência ao período em que o deputado federal Celso Pansera foi ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação. A causa da Fosfoetanolamina foi abraçada  imediatamente por ele ao início da gestão do MCTI.

Produzi-la como suplemento alimentar era a forma de “tirar a substância do câmbio negro e dar legalidade a esse produto”, conforme afirmou à época, considerando a existência de um mercado paralelo.

O médico Renato Meneguelo e o cientista Marco Vinícius Almeida iam na mesma linha. E de acordo com a matéria, se separavam do grupo original que pesquisava a Fosfoetanolamina no Brasil, comandado por Gilberto Chierice (então professor da USP em São Carlos). Tanto que Almeida e Meneguelo estão lançando a versão da substância como suplemento.

Vale lembrar que quando da publicação dos resultados iniciais da pesquisa, o en-
tão ministro sugeriu a legalização da
Fosfoetanolamina como suplemento alimentar, uma vez que os primeiros testes concluíram que não havia riscos de efeitos adversos para a saúde.

No ano passado, de volta à Câmara, o parlamentar voltou a afirmar que considerava a legalização da Fosfoetanolamina sintética como suplemento alimentar a melhor alternativa. Isso, claro, enquanto a pesquisa para avaliar a eficácia da substância no tratamento do câncer não fosse concluída.

“Se a substância vier a ser suplemento, ela não substitui nenhum tratamento médico e medicamentos já com eficácia comprovada contra a doença”, disse Pansera, em maio de 2016.

À época, numa reunião realizada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), com representantes dos grupos de estudos sobre a Fosfoetanolamina, a secretária-geral da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Claudia Masini d’Avila-Levy, avaliou como exemplar a conduta do MCTI, ocorrida durante a gestão de Celso Pansera.

Atualmente, a pesquisa está em sua segunda fase, sob a responsabilidade do Instituto do Câncer do
Estado de São Paulo (Icesp). Essa etapa avalia a eficácia da droga em cerca de 200 novos pacientes. Caso pelo menos três pacientes de cada grupo tenham benefícios com o uso da droga, o grupo pode ser expandido progressivamente. Esta seria a terceira etapa da pesquisa, que poderia chegar a mil pacientes. O MCTI destinou R$ 10 milhões para pesquisar os efeitos da Fosfoetanolamina no tratamento do câncer.

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