22.2 - Ministro Celso Pansera assina acordos com seu correspondente argentino

22 de fevereiro de 2016

Brasil e Argentina firmam acordos em áreas estratégicas de ciência e tecnologia

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, e o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva da Argentina, Lino Barañao, assinaram na manhã desta segunda-feira (22), em Buenos Aires, acordos nas áreas de nanotecnologia e astropartículas entre os dois países.

– Sabemos bem a importância estratégica que a Argentina tem para o Brasil em termos políticos e científicos – afirmou Pansera.

– A visita de uma delegação brasileira é um salto quântico para o estreitamento de relações entre os dois países – celebrou Barañao.

Durante a visita Pansera pôs à disposição da comunidade científica argentina o supercomputador Santos Dumont, do LNCC, em Petrópolis (RJ), e o acelerador Sirius, fonte de luz síncrotron de quarta geração. Além disso, o titular do CT&I disse ser importante abrir uma frente de colaboração em torno do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB). O ministro, ainda, ressaltou que o equipamento é estratégico para dar ao Brasil autonomia na produção de fármacos até 2022.

Outro assunto discutindo entre os ministros foi a cooperação nas pesquisas da dengue e do zika vírus. Pansera afirmou que o governo brasileiro não mede esforços para solucionar a questão e que a presidenta Dilma Rousseff deve anunciar investimentos em pesquisas e desenvolvimento de vacinas.

– O zika vírus é uma novidade que o Brasil está encarando de frente. Temos que olhar e enfrentar esse problema – ressaltou.

Saída da crise

Celso Pansera salientou que o investimento em CT&I pode ser a saída para a crise.

– Estamos discutindo com a sociedade e com o governo para que esse seja o momento da ciência, da tecnologia e da inovação. Que a crise nos ensine isso de forma consistente para sair dela. E para sair bem.

O ministro também destacou o novo Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação (sancionado em janeiro), que destra as relações entre as universidades e o setor produtivo.

– Nos próximos anos, o marco terá um significado muito grande para produção científica brasileira e, particularmente, para a geração de riqueza e o bem-estar social a partir de novos conhecimentos.

Pansera ainda ressaltou que um empréstimo em negociação com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) ajudará a impulsionar as pesquisas científicas no Brasil.

– O dinheiro deverá chegar ao sistema em 2016, o que nos dará oxigênio para nossas pesquisas – concluiu.