ETE de Teatro Martins Pena

18 de maio de 2015

CARTA À COMUNIDADE DA ETE MARTINS PENA

Nesta oportunidade, gostaria, primeiramente, de cumprimentar o querido deputado estadual Zaqueu Teixeira, a todos os parlamentares presentes e a toda comunidade da Escola Técnica Estadual de Teatro Martins Pena. Infelizmente, as agendas que envolvem a minha atuação parlamentar não me permitiram participar desta audiência pública.

Da Escola Martins Pena, guardo bons momentos na lembrança, durante o período em que estive à frente da Rede Faetec. Tenho acompanhado que, mais uma vez, cogita-se a possibilidade da transferência da Martins Pena para a Secretaria de Estado de Cultura, fato que me oponho. Para explicar melhor, precisamos voltar um pouco no tempo.

A transferência da Martins Pena para a Faetec fez parte de um projeto estratégico do então secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso, e do então governador Sérgio Cabral, para reestruturar a rede de escolas técnicas do Estado. O mesmo aconteceu com as escolas de Saúde Isabel dos Santos e a de Transportes Silva Freire, que saíram dos âmbitos das secretarias de Saúde e de Transporte, respectivamente, e passaram a compor a Rede Faetec.

As transferências foram iniciativas fundamentais, porque foi reconhecendo e aprendendo com o importante e diferenciado valor à formação profissional delas que avançamos. Portanto, a Martins Pena, assim como a Silva Freire e a Isabel dos Santos, não são filhos indesejados, e sim foram desafios ao Governo do Estado para reorganizar o sistema de Ensino Técnico e Profissionalizante no Rio de Janeiro.

Em especial, a Martins Pena, pelo tamanho de seu valor histórico artístico e educacional para a sociedade, foi tratada com zelo durante a nossa gestão, já que tínhamos o desafio de adaptar a formação profissional ao projeto pedagógico de formação de atores, fazendo com que se complementassem.

Durante a administração da Secretaria de Estado de Cultura, a Martins Pena estava abandonada, palavras da própria comunidade escolar, relatadas em diversas ocasiões. A nossa gestão, dentro das possibilidades, trabalhou para reduzir uma série de insuficiências da escola, inclusive fomos nós que, a pedido da comunidade escolar, construímos o prédio anexo. Iniciamos também a reforma e modernização dos sistemas de som e iluminação da unidade. Para os trabalhos de fim de curso, também fizemos um esforço no sentido de ajudar a estruturar as peças de divulgação, cenário e rouparia.

Ajudamos o corpo de alunos a participar de concursos em outros estados. Alugamos o prédio em frente para guardar a rouparia. Organizamos a cozinha para fornecimento da alimentação. Acredito que uma das mais importantes conquistas na nossa gestão foi institucionalizar um grupo de atores para avaliar as provas práticas no processo seletivo para o ingresso de alunos.

Além disso, é importante frisar que democratizamos a escolha do diretor escolar, através do processo de eleição e assembleias. E ajudamos a custear a manutenção das escolas, através da descentralização e verba mensal na conta da escola.

Fizemos isso com a escola no âmbito da Faetec. Portanto, não podemos nos iludir que a transferência para a Cultura será a solução para os graves problemas. A atual direção da Faetec tem obrigação de continuar caminhando com o processo de restauração do prédio, que teve avanços nas negociações com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a fim de criar um ambiente mais confortável.

Por fim, quero reafirmar o meu compromisso com a Martins Pena, deixando o meu mandato à disposição para encarar a luta que preciso for. Na minha visão, precisamos unir forças para que essa importante escola possa continuar a sua caminhada de conquistas junto à Fundação.

Um cordial abraço aos presentes,

Deputado federal Celso Pansera

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