NOTA

1 de agosto de 2015

Deputado Celso Pansera revela contradições de Catta Preta

Julgo ser importante apontar algumas contradições existentes na entrevista da advogada Beatriz Catta Preta veiculada na última quinta-feira pela TV Globo.

Em primeiro lugar, não existe coincidência de datas entre o requerimento da CPI para que ela comparecesse à comissão e o depoimento de Julio Camargo à Justiça Federal. O requerimento foi apresentado em 8 de julho, oito dias antes das acusações feitas pelo delator.

Em segundo: na ocasião em que anunciou sua saída do caso, a advogada afirmou que, uma vez que já estava encerrada a etapa de delações premiadas, não mais tinha interesse em prosseguir no rito processual.

Catta Preta saiu do país e reapareceu apenas depois da publicação de matéria da revista Veja (edição 2436, de 29 de julho) na qual são revelados detalhes de sua trajetória profissional e de sua vida pessoal, informações que não guardam qualquer relação com a CPI.

No dia 30, a advogada concedeu a entrevista à Globo, vitimizando-se e fazendo acusações à comissão sem qualquer embasamento.

A quem interessa conferir tamanha dimensão ao fato, tão comum, de um advogado deixar seu(s) cliente(s) no transcurso de um processo?

Tenho a convicção de que agora, mais do que nunca, Beatriz Catta Preta deva comparecer à CPI da Petrobras para esclarecer a origem de seus honorários, quem de fato a ameaça e os verdadeiros motivos que a levaram a abandonar a defesa de seus clientes.

Celso Pansera
Deputado Federal

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