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5 de setembro de 2017

Em pauta, desenvolvimento sustentável da indústria nuclear

O “I Simpósio de Tecnologias Nucleares: Desenvolvimento Sustentável para o Brasil” foi realizado na última segunda-feira, dia 4, na Escola de Guerra Naval, no Rio de Janeiro. Mais de 400 pessoas participaram do encontro, cujo objetivo foi debater temas relacionados à pesquisa, ao desenvolvimento e ao emprego de tecnologias nucleares, bem como a difusão de informações sobre suas aplicações, evidenciando os benefícios gerados para a sociedade.

A realização do evento, que ocorreu no auditório “Almirante Tamandaré”, foi uma iniciativa do deputado federal Celso Pansera, através da Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTI), em parceria com a Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha (DGDNTM) e a Associação Brasileira para o Desenvolvimento das Atividades Nucleares (Abdan).

Com as honras do Almirante de Esquadra Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Junior, a agenda do evento foi divida em quatro painéis: Ciclo do Combustível, Tecnologias Nucleares e Reatores Modulares I e II. O foco do simpósio foi no desenvolvimento sustentável da indústria nuclear a fim de oferecer alternativas para a crise econômica e gerar emprego.

Pansera ressaltou que “a utilização da energia nuclear para propulsão de veículos, como submarinos e navios, contribui para a redução da dependência da indústria do petróleo”. Para o parlamentar, é importante reforçar o que ele chama de caráter “pacífico” e “seguro” da indústria nuclear. “Hoje em dia, o risco da energia nuclear é muito baixo porque existem tecnologias seguras para proteger os reatores de vazamento.”

Ele ressaltou ainda que o Brasil não tem histórico de problemas geológicos, como grandes terremotos, que poderiam causar rupturas nessas estruturas. “Então, a imagem que se tinha nos anos 70, de que o nuclear era perigoso e poderia atentar contra a vida, já se dispersou”.

O parlamentar lembrou ainda que a área de Saúde utiliza intensamente essa fonte de energia para diagnóstico e tratamento de doenças, como o câncer, por exemplo. Pesquisas projetam o uso do urânio também em processos de dessalinização da água, o que poderia ser útil para a região semiárida do Brasil.

Pansera avaliou, no evento, que o uso pacífico da energia nuclear é estratégico para o Brasil. “A indústria nuclear tem um espaço econômico muito grande no mundo. E como o Brasil é o detentor do quinto maior estoque de urânio mineral do mundo, e domina todo o ciclo de enriquecimento de urânio, nós podemos transformar o Brasil em um grande exportador de urânio e outros produtos derivados.”

O presidente da Abdan, Celso Cunha, destacou que é preciso dar à energia nuclear o espaço que ela merece como energia complementarEm seu discurso, lembrou que existe uma oportunidade para rediscutir os números da participação da área nuclear no PDE, afirmando que a retomada da construção de Angra 3 precisa ser imediata e disse que os investimentos na indústria nuclear no Brasil podem ser determinantes tanto para ajudar na recuperação econômica do Rio de Janeiro, como auxiliar no desenvolvimento social.

Outro participante foi o deputado federal Luiz Sérgio, que destacou: “A continuidade e manutenção do programa nuclear brasileiro, em todas as suas frentes, com a conclusão da usina de Angra 3, é fundamental para o desenvolvimento tecnológico do Brasil e para a soberania nacional de nosso país”,

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