Brasília -  Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão para votação da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro (Wilson Dias/Agência Brasil)

22 de fevereiro de 2018

“Intervenção federal não resolve problema da violência no estado do RJ”, diz Pansera

Na polêmica votação sobre a intervenção federal na Segurança pública do Rio de Janeiro, ocorrida na última segunda-feira, dia 19, na Câmara, o deputado Celso Pansera votou contra a ação defendida pelo governo, por considerar que “a intervenção improvisada cuida do sintoma e não da causa da violência”. Morador da Baixada Fluminense, uma região amedrontada pela violência, o parlamentar ressalta a necessidade de reestruturação das forças de Segurança do estado com planejamento estratégico.

“Há mais de um ano estamos insistindo com o Governo Federal pela criação de uma força-tarefa que envolva as equipes da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, do Ministério Público e de várias instâncias do Judiciário para trabalhar com ações de enfrentamento ao tráfico de drogas e armas, por meio de um programa de longo prazo para combater a violência e reestruturar as forças de Segurança”, diz o parlamentar.

Para o deputado, a ação é “cortina de fumaça” para o fracasso previsto na Reforma da Previdência, além de uma tentativa desesperada do governo impopular de Temer entrar no jogo eleitoral, conforme disse em entrevista ao jornal O Globo (link) de terça-feira, dia 20.

“A intervenção federal não resolve o problema da violência no estado do Rio de Janeiro. O combate à violência também é feito com investimentos no Social, na Educação, na Saúde, na Ciência e Tecnologia”, defende Pansera.

Para o deputado, forças de Segurança precisam atuar em diferentes frentes

Uma das considerações que Pansera tem feito é sobre a atuação das forças de Segurança do estado e da União, que, para ele, deve ser em frentes diferentes, de maneira planejada e estratégica, potencializando a ação.

“As forças armadas detêm tecnologia e experiência para atuar nas fronteiras que são vias de entrada de drogas e armas no estado. Já a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, o Ministério Público e o Judiciário têm que atuar na investigação e estruturação dos processos, definindo as ações dentro da institucionalidade, articulando as forças de Segurança do estado com as da União”, considera o parlamentar.

Vale ressaltar que dias antes ao anúncio da intervenção militar no Rio de Janeiro, em 7 de fevereiro, o deputado se pronunciou na Câmara sobre a questão da Segurança pública. Vejam o vídeo publicado em seu Facebook: vídeo

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