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6 de abril de 2016

Ministérios propõem seminário científico sobre fosfoetanolamina

Pesquisadores envolvidos no desenvolvimento da fosfoetanolamina sintética e na avaliação de sua segurança e eficácia no tratamento do câncer devem se reunir em seminário a ser organizado pelos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Saúde (MS). A proposta saiu de audiência pública conjunta das comissões de Assuntos Sociais (CAS); de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT); e de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal, nesta terça-feira, dia 5.

O secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTI, Jailson de Andrade, sugeriu que a pasta se some aos esforços de organização do seminário científico.

– Vamos convidar todos os pesquisadores que trabalham no tema, tanto aqueles que desenvolveram a pílula, como os colegas que fazem exames neste momento, sob encomenda nossa, além de instituições que não estejam diretamente envolvidas, mas que possam acompanhar os trabalhos e ajudar os ministérios na conclusão de que caminho seguir – explicou o titular da Seped.

Autora da proposta do evento, a coordenadora de Pesquisa do Instituto Nacional de Câncer (Inca), Marisa Breitenbach, defendeu que os estudos apoiados pelo MCTI desde dezembro de 2015 continuem.

– A gente precisa trazer um conjunto maior de pesquisadores que militam na área de desenvolvimento de fármacos, não necessariamente envolvidos com a fosfoetanolamina, porque eles podem contribuir para a discussão. O momento não é de cizânia, mas de agregar conhecimento e experiência – defendeu.

Sob encomenda do MCTI, que investe R$ 10 milhões nas pesquisas, a molécula vem sendo estudada pelo Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos da Universidade Federal do Ceará (NPDM/UFC), de Fortaleza (CE), e pelo Centro de Inovação de Ensaios Pré-Clínicos (CIEnP), de Florianópolis (SC). Em paralelo, o Laboratório de Avaliação e Síntese de Substâncias Bioativas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lassbio/UFRJ) e o Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (IQM/Unicamp) realizaram testes com cápsulas fornecidas pela Universidade de São Paulo (USP).

O Senado aprovou, em 22 de março, o Projeto de Lei da Câmara 3/2016, que autoriza pacientes com câncer a usarem a fosfoetanolamina sintética antes de seu registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Participaram dos debates o químico Gilberto Chierice, que desenvolveu a fosfoetanolamina sintética no Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da USP; o diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Pedro Prata; a gerente-geral de Toxicologia da Anvisa, Meiruze Freitas; o biomédico Durvanei Maria, do Instituto Butantan; e o bioquímico Marcos Vinicius de Almeida, da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS).

Também se pronunciaram durante a audiência os presidentes da CCT, Lasier Martins (PDT-RS), e da CAS, Edison Lobão (PMDB-MA), os senadores Ana Amélia (PP-RS), Blairo Maggi (PR-MT), Cristovam Buarque (PPS-DF), Eduardo Amorim (PSC-SE), Ivo Cassol (PP-RO), José Medeiros (PSD-MT), Valdir Raupp (PMDB-RO) e Waldemir Moka (PMDB-MS), os deputados federais Adelmo Leão (PT-MG), Carmen Zanotto (PPS-SC), Leandre Dal Ponte (PV-PR) e Lobbe Neto (PSDB-SP) e o deputado estadual Ricardo Madalena (PR-SP).

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