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29 de fevereiro de 2016

Pansera participa do lançamento da pedra fundamental de reconstrução da estação brasileira

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera participou nesta segunda-feira, dia 29, do lançamento da pedra fundamental da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF). A base,  que será reconstruída depois do incêndio ocorrido em 2012, irá impulsionar as pesquisas científicas desenvolvidas pelo Programa Antártico Brasileiro (Proantar), criado em 1982 por um grupo de pesquisadores com o objetivo de desenvolver um programa científico para incluir o Brasil entre os países do Tratado da Antártica.

–  Quero destacar a importância que nós  do MCTI imputamos a este ato, que não é trivial. Um investimento desse porte, os desafios financeiro e tecnológicos que foram superados significa que julgamos fundamental para a ciência brasileira que a Estação Antártica continue pesquisando e nos fornecendo dados importantes para o meio ambiente, para a geopolítica e para nossa economia – destacou o ministro.

A estação Comandante Ferraz fica na Península Keller, interior da Baía do Almirantado, na Ilha Rei George. As instalações terão cerca de 4,5 mil metros quadrados, com laboratórios, freezers para armazenamento de amostras e materiais usados nas atividades científicas, setor de saúde e biblioteca. As obras serão realizadas pela empresa China Electronics Import and Export Corporation, vencedora da licitação.

Também participaram da cerimônia o ministro da Defesa, Aldo Rebelo, os comandantes da Marinha, almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira, e da Aeronáutica, tenente brigadeiro Nivaldo Luiz Rossatto, e os ministros da Defesa do Chile, José Antonio Gómez Urrutia, e da Ciência, Tecnologia e Indústria para Defesa Nacional da China, Xu Da Zhe, além de outras autoridades.

Proantar

Atualmente, o Programa Antártico Brasileiro possui 19 projetos e dois Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia dedicados à pesquisa científica na Antártica. Entre os projetos desenvolvidos estão ações preventivas sobre o impacto das mudanças globais na Antártica e suas consequências para o Brasil; previsão meteorológica nacional sobre frentes frias antárticas, o monitoramento preventivo da radiação solar e da camada de ozônio; aplicações médicas e farmacêuticas e desenvolvimento de bioprodutos a partir de conhecimentos sobre a biodiversidade; e produção de conhecimento aplicado à gestão governamental para subsidiar o Brasil na tomada de decisões políticas sobre a Antártica.

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