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1 de junho de 2018

Pansera marca posição frente ao caos instalado pelo governo Temer

Duas grandes greves – a dos caminhoneiros e dos petroleiros – deram o tom dos últimos dias no Brasil. Caos com a política desastrosa de preços da Petrobras, que acabou gerando a crise dos combustíveis, o País sofreu dias difíceis. Mas, neste 1º de junho, após a maior crise de desabastecimento de combustíveis da história do Brasil, Pedro Parente (também conhecido como ministro do apagão de 2001) pediu demissão da Petrobras. O deputado federal Celso Pansera (PT-RJ) disse, em um vídeo, que a notícia foi um alívio ao País.

“Agora Michel Temer tem que mudar a política de combustível no Brasil, não dá para definir o valor da gasolina, do etanol, do diesel, do gás de cozinha e do gás combustível pelos ganhos em dólar dos investidores das bolsas de Londres e de Nova York”.

A pressão popular e a luta dos parlamentares do campo progressista no Parlamento derrubaram Pedro Parente do posto de presidente da Petrobras. Pansera também ressaltou que “o Brasil agora espera a saída Michel Temer”, afinal com o anúncio do presidente, no último dia 31, de retirar recursos de todos os setores para pagar a conta da redução do preço do Diesel, que terá impacto de R$ 9,5 bilhões. A verba a ser remanejada baixou de R$ 3,5 para R$ 1,2 bilhão e sairá, agora, de todos os ministérios.

Recentemente, a ex-presidente Dilma Rousseff visitou o ex-presidente Lula, na sede da Polícia Federal, em Curitiba. Segundo Dilma, os dois conversaram com preocupação sobre a situação atual do país. Para a presidenta, o governo Temer atuou para reduzir a produção da Petrobras e “dolarizar” o petróleo brasileiro.

“Inventaram que a Petrobras estava quebrada para reduzir a produção das refinarias. Hoje elas trabalham com capacidade ociosa, antes você tinha um grau de produção que beirava os 75%. Não podemos aceitar que dolarizem nosso petróleo. Por que o petróleo brasileiro, com custos brasileiros, produzido em real tem que estar dolarizado ou ligado ao preço internacional?”, questionou Dilma. “O presidente Lula me lembrou de tudo isso. E nós avançamos na compreensão do que está sendo a destruição da maior empresa estatal brasileira”.

Dilma lembrou o projeto de autossuficiência desenhado pelas gestões petistas, baseado na expansão das refinarias e na recuperação da indústria naval. “Ao invés de exportar óleo bruto, exportar derivados. Essa era a base que imaginamos quando descobrimos o pré sal. A maldição do petróleo acontece quando é exportado bruto para importar todos os demais bens. Tendo uma estrutura industrial que permitia que o Brasil produzisse derivados. Não podemos aceitar”, destacou.

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