Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

21 de janeiro de 2016

Pansera participa do programa “Bom Dia, Ministro”

Em entrevista ao programa “Bom dia, Ministro” de terça-feira (19), o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Celso Pansera, falou sobre a elaboração de um programa visando contribuir para a melhoria da educação e do desenvolvimento do País, por intermédio da aproximação dos estudantes do universo científico.

– Estamos desenvolvendo um grande programa de popularização da ciência no Brasil. Queremos criar centros de criação e ciência para estudantes do ensino básico nas cidades médias para que as pessoas tenham a dimensão da importância da ciência e da inovação no cotidiano do brasileiro – afirmou o ministro.

De acordo com o ministro, o projeto tem como referência o Museu do Amanhã, inaugurado recentemente no Rio de Janeiro, e deve envolver outros ministérios. Pansera adiantou que a proposta será levada à presidenta Dilma Rousseff em fevereiro, devendo ser implementada em todo o Brasil em março.

Chamada universal

O ministro também falou sobre a primeira Chamada Universal de 2016, promovida pela pasta e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que irá disponibilizar R$ 200 milhões para projetos de pesquisa científica e tecnológica nos próximos dois anos, em qualquer área do conhecimento.

 – Editais como esse criam a possibilidade de que o pesquisador tenha condições de adquirir uma bolsa para pesquisar e também espaço e infraestrutura pra pesquisa. Isso tem retido muito o pesquisador no Brasil e criado um nível de satisfação na comunidade científica brasileira como nunca tivemos.

Marco Legal

Sobre o novo Marco Legal de Ciência e Tecnologia, Pansera ressaltou a importância da aproximação do setor de pesquisa brasileiro com a iniciativa privada. Sancionada em 13 de janeiro pela presidenta Dilma Rousseff, a nova legislação permite que fundações e institutos ligados às universidades públicas que se dediquem à pesquisa possam participar como sócios minoritários de empresas para buscar medidas inovadoras para a criação de produtos.

– É importante notar que diferentemente, por exemplo, dos Estados Unidos e da Europa, cerca de 70% do que é investido em pesquisa no Brasil vêm do poder público, e não da iniciativa privada. Por isso é importante ter um marco legal que torne mais segura essa relação entre o pesquisador, a instituição pública e a iniciativa privada quando se trata de novos produtos, de novas pesquisas – reiterou.