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8 de junho de 2016

Pansera se reúne com novo presidente da Faetec

Após um período sem frequentar a sede da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), frente às intransigências da antiga Presidência da instituição, o deputado federal Celso Pansera retoma o diálogo com a nova gestão. Na última segunda-feira, dia 6, o parlamentar foi recebido por Alexandre Vieira, atual presidente da Rede, na sede administrativa, em Quintino, Zona Norte do Rio.

Vinculada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, a Faetec – presidida por Pansera de 2009 a 2014 – sofreu, de 2015 para cá, um “verdadeiro desmonte de tudo aquilo que foi conquistado anteriormente”, conforme relatou o deputado. O parlamentar, após o encontro com Alexandre Vieira, destacou como primordial à retomada do avanço o resgate do diálogo com a comunidade escolar.

– Na reunião com o novo presidente da Faetec, tive a sensação de que há uma vontade de superar essa crise profunda, mesmo diante das grandes limitações orçamentárias. Há um entendimento de como é fundamental recuperar o diálogo com a comunidade escolar, reativando canais importantes que criamos em nossa gestão como o Fórum Consultivo de Diretores e o Fórum dos Grêmios Estudantis, entre outros – disse Pansera.

O deputado debateu com o novo presidente medidas urgentes para que a instituição volte a atuar de maneira equilibrada e respeitosa com alunos e servidores. Dentro dessa perspectiva, Pansera se propôs a ajudar naquilo que for possível para que a Faetec recupere sua relevância no cenário educacional brasileiro.  Vale ressaltar que durante os anos em que esteve à frente da instituição, Pansera sustentou as boas práticas, mantendo firme o propósito de zelar pela segurança e bem-estar dos funcionários e do corpo discente.

Abaixo, alguns dos principais pontos tratados durante o encontro entre Pansera e Vieira:

30 horas para carreiras de apoio

Uma das pautas dos servidores atendidas no período em que o hoje deputado federal Celso Pansera presidiu a Faetec foi a jornada de trabalho de 30 horas semanais para os funcionários das carreiras de apoio. Em 2010, a Faetec não concedia vale-transporte aos servidores, então a instituição das 30 horas foi uma forma de organizar melhor a vida dos profissionais, explica o deputado.

Atendendo ao pedido dos sindicatos da categoria, Pansera tem trabalhado nos bastidores para aprovar a lei na Assembleia Legislativa (Alerj) legalizando o que já uma realidade na Faetec. O parlamentar já tratou o tema com o líder de governo da Alerj, deputado estadual Edson Albertassi; com o secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Gustavo Tutuca; e com o secretário de Governo, Affonso Monnerat. A previsão é que a Alerj coloque o item, entre outros, em pauta para votação nos próximos dias.

Pagamento dos terceirizados

Segundo o presidente Alexandre Vieira, há uma negociação com a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) para que parte dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), referentes aos alunos do Ensino Básico da Faetec, sejam repassados à Fundação.

– Se isso ocorrer, ainda que seja uma parcela, será possível quitar boa parte dos débitos com os trabalhadores. Para se ter uma ideia da gravidade do problema, os salários estão atrasados em até cinco meses, o que leva ao esvaziamento das unidades por falta de profissionais das áreas de limpeza, merenda e segurança – disse o deputado.

No início de junho, o caso da professora Janete Rosa, subdiretora da Escola Especial Favo de Mel, baleada por bandidos que invadiram o campus da Faetec em Quintino, chocou a Rede. Como a sede administrativa da instituição fica numa área de risco e o campus é muito grande, sem segurança, o espaço fica bastante vulnerável.

– O caso de Quintino não foi isolado, pois outras unidades, como o complexo de Marechal Hermes, já apontavam ocorrências ocasionadas pela falta de segurança – lembrou Pansera.

Alunos do Técnico Subsequente sem refeição

Na avaliação do deputado Pansera, uma das medidas mais duras foi o corte na alimentação para os alunos do Técnico Subsequente. Em geral, são alunos que estudam em escolas da Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) pela manhã e, à tarde, fazem o Técnico na Faetec ou, ainda, trabalham durante o dia e vão às escolas da Fundação no período da noite para fazer o curso.

Como são alunos que, em sua maioria, têm origem de famílias carentes e não conseguem pagar refeição em restaurantes e lanchonetes, isso acaba gerando um esvaziamento da sala de aula. Além disso, para o deputado, as próprias escolas ficaram desestruturadas pois professores e servidores também se alimentavam nos refeitórios.

– A alegação da Presidência anterior, para justificar o corte, é que o Estado não tem obrigação de oferecer alimentação a alunos dessa categoria. Essa leitura é um descaso para aqueles que fazem um grande esforço para retornar à sala de aula. Ainda que o Estado precise de uma reorganização econômica urgente, prejudicar o aluno e comprometer o futuro de quem deseja estudar não ajuda em nada – afirmou Pansera.

No encontro, o novo gestor da Faetec adiantou que o presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa (Alerj), deputado estadual Comte Bittencourt, irá propor uma lei tornando obrigatória a oferta da alimentação para alunos dos cursos Técnicos Subsequentes.

Vale-transporte para alunos do Técnico Subsequente

Entre as conquistas da gestão do ex-presidente da Faetec e atual deputado federal, Celso Pansera, está o contrato com a Fetranspor que permitia a compra de vale-transporte de até dois modais por dia, que era repassado aos alunos do Técnico Subsequente.

– A medida incentivava estudante que se esforçava para se reciclar num curso dessa natureza, após um dia de trabalho – disse Pansera, acrescentando que este ponto ficou de ser avaliado pelo novo gestor da Faetec, levando em conta a atual crise econômica do Estado do Rio.

Plano de Cargos e Salários

A aprovação do novo Plano de Cargos e Salários (PCS) da Faetec foi uma das maiores conquistas da gestão de Pansera, enquanto presidente da Faetec. A ação permitia a progressão salarial tanto por mérito quanto por tempo de serviço. Em ambos os casos, a progressão está paralisada, em função de uma intervenção da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), que orientou a Faetec a readequar alguns itens do PCS, fato que já está superado. Agora, a Faetec aguarda a autorização da Seplag para atualizar as progressões.

– Minha visão é de que a Faetec deve pagar não somente a atualização, como também os atrasados, mesmo que seja necessário um parcelamento. Na nossa gestão, a Faetec quitou em 2009 e 2010 mais de R$ 30 milhões de atrasos referentes ao congelamento de 2003 a 2006 do PCS antigo da Faetec – afirmou o deputado Pansera.

Brasil Profissionalizado

Trazer para a Faetec o programa Brasil Profissionalizado, que é uma iniciativa do Ministério da Educação, foi uma ação que Pansera, quando presidente da Fundação, priorizou visando à melhoria da infraestrutura das unidades escolares. O programa tem como objetivo incentivar a expansão do Ensino Médio Integrado à Educação Profissional e Tecnológica nas redes públicas estaduais e, na Faetec, durante todo o processo, teve o acompanhamento dos gestores de unidades escolares.

O deputado Pansera, por fim, se comprometeu a retomar com o Governo Federal a articulação para resolver os entraves do convênio com o Brasil Profissionalizado. A verba R$ 23,5 milhões, destinada à modernização de laboratórios e compra de equipamentos, seria uma saída para melhorar as condições das unidades da Faetec.

Unidades prontas e não inauguradas

Durante o encontro com o presidente Alexandre Vieira, o deputado Pansera comentou sobre as diversas unidades da Faetec que estão com as obras concluídas e que não foram inauguradas. O novo gestor explicou que as unidades foram projetadas num momento de crescimento econômico que demandava a formação emergencial de mão de obra, mas, logo depois, com a recessão da economia e a crise econômica do Estado do Rio, a opção foi adiar a abertura dessas unidades. Vieira concluiu que o foco é ter os recursos disponíveis para reestruturar as escolas de Ensino Básico e Técnico.

Fechamento de unidades

Na imprensa, uma das mais recorrentes notícias é referente ao fechamento de unidades da Faetec. De acordo com o presidente Alexandre Vieira, em função da crise financeira do Governo do Estado, não será possível manter muitas das unidades da Faetec cujos espaços são alugados.

– Segundo o presidente da instituição, unidades Faetec que têm impacto social muito grande e que cumprem seu papel de formação nos grandes centros não serão fechadas, mesmo as que estão em prédio alugados, como os Centros Vocacionais Tecnológicos (CVT’s) Parque Araruama, em São João de Meriti, e Itatiaia e Parque Muísa, localizados em Duque de Caxias – destacou o deputado Pansera.

Deixe um comentário para Pansera se reúne com novo presidente da Faetec

  1. Parabéns Pansera, estou na rede desde 1995, participei do início de toda rede. Posso dizer que você foi o melhor de todos os presidentes que já passaram pela FAETEC, tenho muito orgulho de você.

    • Prezada Margareth, fiquei muito feliz ao ler suas palavras. Tivemos uma gestão pautada no compromisso e respeito aos servidores e alunos, sempre primando pelo diálogo pleno com a comunidade. Tenho um carinho especial pela Faetec e espero que ela consiga superar esse momento, voltando a ser um centro de referência em formação profissional. Agradeço a sua mensagem. Um abraço. Pansera

  2. Quando Celso fala eu acredito pois ele fala como professor,
    ele se interessa por todos nós da faetec.

    • Ana Maria, bacana ter a sua confiança e respeito. Pode estar certa de que vou lutar para que a Faetec volte a ser o que era antes. Agradeço a sua gentil mensagem, contando com a sua participação sempre por aqui. Um abraço. Pansera

  3. Não vi aqui pontuado a questão do pagamento das bolsas.
    O aluno do ensino superior faz graduação, extensão e estágio dentro da rede FAETEC, e não recebe passagem, não tem direito de se alimentar, fica na esperança da bolsa auxílio que foi, absurdamente, reduzida e não é paga. Além de ficarmos sem nenhuma previsão ou calendário de pagamento. Dias que fazemos tudo (aula, extensão e estágio), permanecemos na instituição nos três turnos, sem nenhum apoio.
    É notório o descanso com o ensino superior na rede. Visto que não se preocupam em manter os alunos do superior na sala. A exclusão (não é evasão) nesse seguimento é considerável, mesmo assim só recebemos uma “pancada” atrás da outra.
    Amo o ISERJ , a instituição que escolhi estudar , mas esses absurdos fazem com que percamos o prazer de estar na rede FAETEC.

    • Corrigindo o meu absurdo rsrs: Segmento*

    • Cara Michele, o Ensino Superior, por lei, nunca teve gratuidade na passagem. Mas sempre defendi a meia passagem para esses estudantes, como ocorre em outros lugares no Brasil. Abordei a questão dos alunos dos cursos técnicos subsequentes porque consegui resolver a situação com a Fetranspor e a Presidência anterior cortou o que havíamos conseguido. Agradeço a sua mensagem. Abraço. Pansera

  4. Sr. Pansera! Que bom ve-lo envolvido com as nossas questões da FAETEC! Gostaria de lhe pedir que pensasse com carinho na Dedicação Exclusiva , para os professores da rede! Apenas a DE vai garantir um real ganho salarial, além de um envolvimento maior dos profissionais! Essa DE, que deveria ser voluntária – pois existem aqueles que não a desejam – está sendo pouco abordada! O que tem a dizer?

  5. POR FAVOR GOSTARIA DE SABER A RESPEITO DOS CETEPS POIS SOU PROFESSOR CONTRATADO DE UM CETEP QUE FUNCIONA EM PRÉDIO ALUGADO

    • Caro Marcelo, boa tarde! Na conversa que tive com o presidente Alexandre Vieira, ele me relatou que algumas unidades que funcionam em prédios alugados não poderão ser mantidas. Mas a Faetec, mesmo diante de toda a dificuldade, está brigando para manter ao menos aquelas com grande impacto social, que apresentam um número elevado de formação a cada rodada de vagas. A exemplo, cito os CVTs Itatiaia e Parque Muísa, em Duque de Caxias, e o CVT Parque Araruama, em São João de Meriti, que serão mantidos, segundo o presidente. A ideia da nova Presidência é manter os programas, como o dos CVTs e Ceteps. A questão é que o Estado atravessa uma terrível crise econômica e isso reflete em todas as instituições. Um abraço

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