Reforma Politica

27 de maio de 2015

Sistema eleitoral brasileiro não tem mudança, e luta por outros avanços continua

A proposta de mudar o sistema eleitoral brasileiro para o chamado “distritão” foi derrotada na votação da Câmara, na noite passada. Deputados e vereadores continuarão a ser eleitos da mesma maneira, através da proporcionalidade. Para o deputado federal Celso Pansera, perde-se uma grande chance de melhorar a política no país.

Embora sua opção pessoal direcionava ao voto distrital misto (também não aprovado) – no qual o eleitor votaria duas vezes: uma para os candidatos do distrito eleitoral e outra para uma lista elaborada pelos partidos –, Pansera defendeu o distritão, que era o posicionamento do PMDB.

– Temos um grande esgotamento do sistema político na opinião pública. Todos aqui acham que têm que mudar o sistema, mas ninguém tem coragem para fazer isso. Temos que dar ao distritão e ao sistema eleitoral brasileiro uma nova forma de organizar o voto – discursou no plenário, ontem.

No modelo, os eleitos seriam os mais votados em cada estado ou município, e a sobra dos votos individuais não seria direcionada a outro candidato. A proposta não foi aceita, levando 267 votos contrários e 210 favoráveis.

Para o deputado, a luta continua por outros pontos da reforma política. O fim do voto obrigatório está entre suas prioridades. Para ele, a instituição do voto facultativo dará mais credibilidade ao sistema político brasileiro, além de consolidar a democracia.

– O voto facultativo será um avanço à democracia brasileira. O voto é instrumento importante e precisa ser encarado com seriedade, pois é a partir dele que se desenha o nosso futuro. Acho, inclusive, que essa conquista trará mais maturidade política ao Brasil – analisa o parlamentar.

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